Programa de Excelência em Redes de Franquia: ferramenta para desenvolver e fortalecer a rede
Um Programa de Excelência pode reconhecer bons resultados, mas seu valor vai muito além da premiação.
Quando bem estruturado, ele se torna uma ferramenta de gestão. Ajuda a traduzir prioridades em critérios objetivos, acompanha a evolução das unidades e gera informações que podem contribuir para o desenvolvimento dos franqueados e da própria franqueadora.
Mais do que identificar quem está performando melhor, o programa deve ajudar toda a rede a evoluir.
Não existe um programa pronto para qualquer rede
Cada rede tem sua essência, seu modelo de negócio, seu momento e seus desafios.
Por isso, um Programa de Excelência não deve ser um pacote pronto, replicado de uma empresa para outra.
Ele precisa ser construído de acordo com a realidade da rede, com indicadores que façam sentido para o negócio e que contribuam de fato para seu desenvolvimento.
Faturamento é relevante, mas é um critério que não deve ser analisado sozinho.
Rentabilidade, padrão operacional, experiência do cliente, gestão de pessoas, execução, qualidade da gestão e relacionamento com a marca podem fazer parte da avaliação, de acordo com os objetivos de cada rede.
O programa precisa traduzir, de forma prática, o que significa excelência para aquela operação.
Critérios claros e acompanhamento contínuo
O franqueado precisa entender desde o início o que será avaliado, como será avaliado e o que se espera de sua unidade.
Os critérios devem ser claros, objetivos, desafiadores e atingíveis.
E o acompanhamento não pode acontecer apenas no final.
Quando morei em São Paulo, visitava com frequência lojas no interior do estado. Lembro de um franqueado que mantinha o Programa de Excelência impresso sobre a mesa.
Em todas as visitas, ele me mostrava o domínio que tinha de cada indicador. Sabia onde estava performando bem, onde precisava melhorar e acompanhava sua evolução de perto.
Não por acaso, estava de forma recorrente entre os dez melhores resultados da rede no Brasil.
Esse exemplo sempre me marcou porque mostra que o valor do programa está em transformar indicadores em rotina de gestão e tomada de decisão.
A devolutiva precisa gerar direção
A devolutiva ao franqueado é uma das etapas mais importantes do programa.
Ela não deve se resumir a uma nota ou posição no ranking.
Precisa ser clara, respeitosa e orientada para o desenvolvimento.
O consultor de franquia deve ser o responsável por conduzir essa conversa, por conhecer a realidade da unidade e conseguir transformar os resultados em direcionamento prático.
A devolutiva deve reconhecer os pontos fortes, mostrar as oportunidades de evolução e ajudar o franqueado a definir prioridades.
O passo seguinte é transformar essa leitura em um plano de ação objetivo, com prioridades, responsáveis, prazos e acompanhamento.
O aprendizado precisa voltar para a rede
Um bom Programa de Excelência também gera inteligência para a franqueadora.
Se várias unidades apresentam a mesma dificuldade, pode haver algo a ser revisto em processos, treinamentos, comunicação, ferramentas ou suporte.
Da mesma forma, resultados consistentes podem revelar boas práticas que merecem ser compartilhadas.
Assim, o programa cria um ciclo de retroalimentação.
A rede gera informação, a informação gera aprendizado e o aprendizado volta para a rede em forma de desenvolvimento.
O resultado esperado é uma rede mais forte
Um Programa de Excelência bem estruturado pode gerar mais clareza, consistência, foco nas prioridades, desenvolvimento dos franqueados e melhores decisões para a franqueadora.
Reconhecer boas performances pode fazer parte.
Mas o verdadeiro valor está em transformar o programa em um processo contínuo de medir, compreender, orientar, agir, acompanhar e evoluir.
Excelência não deve ser apenas um resultado a ser celebrado. Deve ser uma forma de desenvolver e fortalecer toda a rede.
Olina Group | Estratégia com Alma®
